terça-feira, 9 de março de 2010

E um dia o rapaz volta

Com uma cara pálida,e roupas blasé. Andou por muitos lugares, conheceu muita gente nova,que nunca mais vai ver na vida provavelmente. Sabe-se que comprou computador, perfume, Ipod, gordura trans, remédios, alcool. A unica coisa que não se sabe é o que realmente aconteceu por lá, porque por mais que tenhamos plena confiança em uma pessoa, o ser humano consiste uma bela parte de desconfiança,e com razão, pois nada é de confiar cegamente, a não ser em si mesmo. A menina põe a sua melhor roupa, maquiagem, se esforça pra não suar enquanto chega ao ponto de encontro (mesmo estando 38 ºC) . Passa o perfume,escova os dentes, faz uma plaquinha de papelão que vai ser jogada para cima quando ver o rapaz, atingindo uma velhinha que chegava do Rio de Janeiro. A menina está paralizada . Ela conseguiu, um feito feminino muito íntimo : segurar as rédeas dele enquanto longe.Ou ele conseguiu um feito masculino comum aos alfa : ter feito ela acreditar que segurou. Eles vão um ao encontro do outro,entrelaçam um beijo que sai mais queixo,bochecha,nariz, do que boca. Saem abraçados,e com certeza não vão largar tão cedo. O que realmente aconteceu se dissolve em pouco tempo,só ficam os presentes e as fotos . Existem coisas que são só pra serem apreciadas no plano da esquisofrenia,e eles não brigarão por isso.O mundo segue girando...

terça-feira, 2 de março de 2010

Olha o martelo aí

O senso de justiça do ser humano é algo muito manipulado e pré fabricado. Eu imagino a justiça como uma marreta imaginária,que cai na terra randomicamente, e faz um estrago interior terrível a quem "merecer". Mas merecer o que ? Não sei. Até o pior dos ditadores teve um ponto de vista dado como correto,ou como eu li em algum lugar (que parece ser de um livro,e agora alaga o "conte algo pra seus amigos" no orkut) : "Até um relógio parado está certo duas vezes ao dia". A marreta do julgamento deve ter alguma ligação direta com nosso remorso,ou nossa tentativa frustrada de entender por que as vezes nada está certo,ou por que começamos já errado. Medo de pagar o que fez de errado ? sim . Acho que até as 'piores pessoas' devem ter uma epifania as vezes (ou não).
Queria esclarecer algumas coisas. Eu estou falando sobre relações. Profissionais,amorosas, de amizade ou de familia .Pro resto,espero os colegas do Direito (ave,por que tanta gente faz Direito ?) resolverem com louvor .
Estou esperando a minha marretada!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A vida imita a vida

Já percebeu como nossa vida pode ser dividida em capítulos ? É só mergulharmos um pouquinho no inconsciente e repararmos. A cada ano,novos personagens aparecem,uns ficam,outros vão... logo os mocinhos se tornam vilões, coadjuvantes tem papel fundamental no nosso egoismo de personagem principal.Digo isso porque,segundo uma amiga,minha vida parece um THE OC (isso deve ser uma série) de terceiro escalão,daqueles bem chinfrinhos mesmo.Ou parecia,visto que afastei qualquer coisa que possa me assemelhar denovo a tal .Mas isso é impossivel,porque a vida muda,e sempre muda pra um rumo que te foda de alguma maneira.Acho que não existe nenhuma mudança totalmente boa,digo,se eu ganhasse na mega sena aí sim,mas cada mudança influencia em toda a corrente.
A maioria das pessoas quando passa na faculdade quer construir uma carreira.Mas to dizendo de uma carreira de relacionamento,querendo ser conhecido,legal,blabla.Pra quê? pra nada,fugirmos do que somos de verdade.Não quero incentivar a sermos seres repugnantes,mas a INTEGRAÇÃO não existe em faculdade.Isso é a desculpa de encher a cara e alguns rapazes fazerem putarias com garotas (vice-versa).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

The last one

Sabe o que eu faço quando eu sou enganado? Eu paro,reflito,penso noventa e nove vezes.E por mais que ela acabe comigo algumas vezes,eu a abraço.Sim,porque só ela acaba comigo por motivo.E eu ainda tenho muito a aprender com ela,em termos de tolerância,organização e tudo mais que possa se dizer sobre essa curiosa espécime.Por mais que eu faça merda,ela vai me aceitar novamente.E é uma das mulheres que eu sempre poderei confiar na minha vida.




Feliz aniversário Mãe!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Árvores perdidas

Depois de muito esforço consegui chegar as férias.Férias mesmo,sem estudar.Volto pra minha cidade e vejo que,apesar de uma partezinha de todo esse outro universo estar comigo,a parte que eu jurei deixar está morimbunda.Sim,a minha parte por aqui está na UTI, respirando com medicamentos,vivendo como um vegetal,mas vivendo.Parece que não é só por aqui isso,pois quando me dei conta,todas as partes que tentei espalhar pra mim (em troca da experiências que os diversos ambientes me proporcionaram) as vezes morrem.São como seres vivos,alguns morrem tarde,outros mais cedo.Como tudo na vida há uma exceção,essas me dão um sapato de vento,uma coisa boa...coisa que na faculdade,na maioria esmagadora das vezes,não me traz,pois a maioria de pessoas são ríspidas e ocupadas demais para serem empáticas.
"Puro egoísmo meu,pessoas tem mais a fazer do que ficar pensando em vc,mané." Sim,todos tem a sua vida,eu tenho a minha,mas gostaria que tudo fosse mais entrelaçado...já ter um universo universitário (pega essa rima) e um universo da despreocupação muito distantes ja me chateia.E minha flexibilidade perde a força,quando vejo desinteresse por algum canto.



Espero que quando todos esses pedaços meus morrerem,alguem um dia diga: "Você lembra daquele menino? ..."

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E depois,a luz se apagou...

Uma sexta diferente do convencional. Estradas congestionadas, catotas pretas com corpos estranhos,maleducação abarrotada. Numa cidade em que passam tantas almas,parecendo vagando por vagar,eu passo em uma rua.Muito bonita,parece que eu não estava mais lá. Penso um pouco e lembro: eu já passei por aí. Mas com o sentido diferente,eu estava atravessando no passado e hoje eu estava atropelando.Parece que quando eu fecho os olhos,eu posso me ver atravessando. Uma garota ao lado,parece radiante, [sempre elas, sempre ...a coisa mais perigosa,mortífera e brilhante] a me segurar delicadamente. Abro os olhos e vejo que não sou mais eu atravessando. O tempo e a memória são fulminantes: você pinta quadros que ficam pendurados lá,e que você vai re-olhar apenas quando algo relacionado te vem as pupilas.E veio aquela rua : aquela paz no meio do caos, aquele pingente no semblante,a maior paz indevida.

A sensação foi ruim ? de certo modo sim,pois sei que nunca vou poder controlar o tempo e repetir tal ato. Mas a sensação de que um dia ter atravessado aquela rua,isso me fez ganhar o dia.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dor de garganta,rouquidão,febre e mal-estar. Sintomas de uma gripe (suína?) fortíssima,não estou acostumado a ficar doente,é incômodo demais. Penso por estar assim,sentindo na pele...será que as pessoas conseguem curar doenças emocionais,assim como curam um vírus da gripe ou uma inflamação na garganta ?

"Obviamente sim,seu idiota".Mas o problema é que nascemos já 'doentes'.Sim,temos que tratar como patologia nossa carência : o mundo não está aí pra suprí-la,nem a maioria das pessoas vai fazer isso por você .E O QUE FAZER? eu é que pergunto . Acho que os vícios nascem bastante disso . (digo os vícios como jogar,praticar um esporte,ler - e não beber ou fumar,ou usar drogas) . O humano precisa tanto de atenção que acaba desviando para atividades "lúdicas" - e se torna o padrão frio que a sociedade "precisa". Dedos sujos fazem o trabalho barato.