Uma sexta diferente do convencional. Estradas congestionadas, catotas pretas com corpos estranhos,maleducação abarrotada. Numa cidade em que passam tantas almas,parecendo vagando por vagar,eu passo em uma rua.Muito bonita,parece que eu não estava mais lá. Penso um pouco e lembro: eu já passei por aí. Mas com o sentido diferente,eu estava atravessando no passado e hoje eu estava atropelando.Parece que quando eu fecho os olhos,eu posso me ver atravessando. Uma garota ao lado,parece radiante, [sempre elas, sempre ...a coisa mais perigosa,mortífera e brilhante] a me segurar delicadamente. Abro os olhos e vejo que não sou mais eu atravessando. O tempo e a memória são fulminantes: você pinta quadros que ficam pendurados lá,e que você vai re-olhar apenas quando algo relacionado te vem as pupilas.E veio aquela rua : aquela paz no meio do caos, aquele pingente no semblante,a maior paz indevida.
A sensação foi ruim ? de certo modo sim,pois sei que nunca vou poder controlar o tempo e repetir tal ato. Mas a sensação de que um dia ter atravessado aquela rua,isso me fez ganhar o dia.
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Hmm, você escreve muito bem. Tanto que sem inspiração eu não consigo captar a alma do negócio... Mas que subjetivo isso, hein?! (fala de estudante de psicologia XD)
ResponderExcluirEnfim, há várias considerações... Mas acho que o melhor de tudo é poder ver sempre com os mesmos olhos, porém com um olhar diferente. Eu não vejo o passado "separado" (distante) de modo nenhum do futuro... E, às vezes, nem acredito no presente...
Mas, enfim... Antes que eu viaje* mais...
Beijão!